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Governos e desigualdades: forma natural da vida ou problema socioeconômico?

Muito é falado sobre a desigualdade como problema da sociedade e que os governos devem atuar para corrigir este problema. Não consigo analisar qualquer medida do governo que possa a diminuir a desigualdade social. Em realidade, o governo/estado é o principal agente causador da desigualdade. Isso, porque tira dos mais pobres para dar aos mais ricos, tributa o consumo e tributa a renda, deixa o peso de financiar todo tipo de serviço público nas costas do povo mais pobre, quer gerir empresas de petróleo, entrega de cartas, monopólios e regulações infinitas que apenas causam concentração de renda. Ora, cada ser humano é único por si só, a própria digital já nos faz diferentes, até o DNA, emoções e sentimentos que estão fisicamente ligados a uma fonte maior deste corpo, que advém do espírito de acordo com a realidade e grau de evolução de cada pessoa! Paremos para pensar bem, a única forma de diminuir as desigualdades é através da criação de riquezas porque isso é o que gera emprego e renda, e essa é a forma mais eficaz de combater a desigualdade social. Afinal, o melhor programa social continua sendo o emprego. Entretanto, o estado não cria riqueza, político nenhum cria emprego (no máximo cria cabide de emprego), quem cria emprego é a sociedade, esta por sua vez deve ter as bases para um ambiente propício de criação de riquezas, o que não vemos no Brasil por conta dos altos impostos, legislação arcaica e excessiva burocracia e regulamentação, fora outros grandes problemas causados pela intervenção na economia. Havendo um bom ambiente de negócios, por certo haveriam mais oportunidade de trabalho e geração de renda, o que diminuiria as desigualdades sociais. Muitos de nós somos colonizados no pensamento de que o governo teria dinheiro suficiente para prestar um bom serviço, dando ao trabalhador qualidade no serviço, tirando antes de seu próprio bolso e da comida da sua mesa, do orçamento doméstico das famílias. Aparentemente, o brasileiro não tem inteligência suficiente para gerir sua própria vida. Ao menos, é isso que o governo/estado faz parecer quando tira 40% da renda do povo. Não resta dúvida que a situação brasileira nas diferentes áreas de atuação do governo é absurda, por não dizer caótica. A realidade é de que quase todos os municípios vivem sérios problemas. Os impostos cobrados são altíssimos frente ao poder de compra, os custos do governo simplesmente não batem, por uma série de fatores. Ainda assim, poucos conseguem apontar uma solução para o problema. A única coisa completamente correta que podemos afirmar é que a culpa é da gestão pública. Os erros não são simples como algo que pode ser facilmente mudado. São décadas de falácias que impedem o cidadão de pensar adequadamente. Ainda achamos que precisamos de um INSS (que nada mais é do uma pirâmide financeira legalizada) ou de uma Petrobras (que impede de fazer com que o próprio mercado ofereça preços competitivos). Ainda acreditamos que o estado deve ser o salvador da vida, o agente de desenvolvimento, e por isso precisamos cobrar cada vez mais impostos dos trabalhadores, asfixiando a economia. Aceitamos coisas absurdas como por exemplo tabelar um serviço muito utilizado pela população, muitas vezes em acordos espúrios. Vamos dar o exemplo com as empresas de transporte. Existem outras falhas proeminentes no sistema de transporte público, mas darei como exemplo a cidade que residi por 15 anos e sempre utilizando transporte público, Campo Grande-MS. Primeiramente, o sistema é regido por uma instituição governamental, em que as atividades fins de transporte são terceirizadas e executadas por empresas contratadas pela prefeitura. Assim sendo, os ônibus são bens das empresas privadas que concorrem por meio de concessão ou licitação pública. O erro não se encontra apenas no modo de contratação que pode gerar possíveis tentativas de fraude de empresas amigas em conluio, consequência do modelo, o cerne real é a criação de um monopólio legitimado pelo governo municipal. Com a criação de um monopólio não existe a concorrência, e se não há concorrência para as empresas que prestam o serviço, é evidente que não há estímulos para a melhoria dos serviços ou da própria frota. É necessário que algo incentive a melhoria do serviço. Muitas vezes isto é feito com subsídios do governo, uma medida que vai justamente contra a ideia de incentivo. Porquanto o preço continua alto, ainda que haja a existência de desconto ou gratuidade na passagem para idosos e estudantes, as cifras exorbitantes causam revolta e protesto dos mais pobres. Por isso, terei a pretensão de defender algo diferente, por que não acho que subsídios sejam a solução, já que qualquer serviço em que não haja concorrência não será bem prestado, e essa ideia pode bem ser feita em outros ramos. Vamos lá! O transporte coletivo precisa ser realmente coletivo, as pessoas que fazem parte do coletivo devem tomar para si a responsabilidade pelo transporte coletivo. Para isso, é preciso findar o monopólio, não havendo licitações para a modalidade, toda empresa que queira prestar um serviço de transporte poderá fazê-lo. Qualquer pessoa que já pegou um Uber, por exemplo, sabe que os custos são menores e os serviços são melhores do que um táxi. Isso não é por acaso. A livre entrada de pessoas capacitadas para prestar serviços de transporte aumentará a concorrência no setor, trazendo mais opções para os usuários, tanto na qualidade quanto no preço. É preciso que o governo pare de interferir, desregulamentando burocracias e leis sem sentido real ao objetivo de um transporte de qualidade, dando liberdade na prestação do serviço, até mesmo para qualquer pessoa poder cobrar o transporte para determinado destino, o que seria uma consequência da desregulamentação. Os únicos que perderiam nesse sistema seriam os péssimos empresários e os políticos que trocam favores. Aqueles que prestassem um bom serviço seriam escolhidos pelos próprios usuários, com transporte de qualidade e um preço menor, com tantas outras possíveis vantagens para o trabalhador. O fim da interferência do governo pode ser o melhor benefício público que se pode ter, afinal, monopólios públicos ou privados impostos pela lei nunca deram certo, não estão dando certo e não vão dar certo. É o medo de perder clientes para a concorrência que leva empresas e cidadãos a oferecer serviços melhores e mais baratos. Sem concorrência, não há eficiência. Não faz sentido dizer que aquilo que é caro para ser comprado diretamente ficará mais barato se você repassar seu dinheiro para burocratas e políticos, os quais irão intermediar o serviço para você. Tudo o que o governo tem, saiu do seu bolso. Tudo o que governo gasta, é você quem paga. (Por Gabriel Boccia)